22 dezembro 2009

A Lamparina e o Vaga-Lume


Eu sempre morei com minha irmã numa casa muito humilde, mas muito divertida também. Minha irmã tinha a mania de todas as noites antes de dormir ir na cozinha e pegar um copo com água, só que numa noite dessas ela esqueceu, ela morre de medo de fantasmas. Quando ela chegou na cozinha a janela estava aberta e a cortina dançava alegre com o vento frio que entrava, o vento esperto foi logo pra perto da lamparina se aquecer. Ela disse que era hora de todos dormirem, pegou a dona cadeira que sempre se acha a mais importante da casa, pois sempre que alguém tem algo de importante pra dizer sempre se senta nela, foi até a janela e quando ia fecha viu uma luzinha verde entrando pela janela, se não fosse pela vassoura que saiu correndo e se apoiou na minha irmã seria um tombo feio. Só que a luzinha sumiu, e a lamparina caiu na risada, achou que minha irmã estava com tanto sono que estava vendo coisas. Só que a luz apareceu novamente e foi um verdadeiro tumulto na cozinha, o livro de receitas foi logo bancando o sabichão, disse que era um ingrediente da culinária do nordeste, minha irmã queria muito saber que luz era aquela tão pequena quanto a cabeça do seu fósforo. A lamparina gostou tanto da luzinha que começou a brilhar cada vez mais, se exibindo pra luzinha. Ela se aproximou da lamparina e foi amor a primeira vista, os dois dançavam muito. Minha irmã foi me chamar, só que naquela noite o travesseiro cantou pra mim cantigas tão bonitas que peguei num sono tão profundo e gostoso. Mas ela me sacudiu tanto que acordei, quando chegamos na cozinha estava o maior silêncio, a lamparina estava triste e a luzinha não estava mais lá, o fogão tagarela como sempre, não agüentou ficar com suas bocas fechadas e foi logo falando que a luzinha tinha saído pela janela. Minha irmã nem pensou duas vezes pegou a dona caixa que estava de papo furado com o caneco e saiu correndo me arrastando pelo quintal a noite, a lua cantava alegres canções pras estrelas. Quando chegamos perto da jabuticabeira levamos o maior susto, ela parecia que ia pra uma festa de natal, estava com uma linda roupa que piscava feito os pinheiros do papai Noel. Nós ficamos parados, eu, minha irmã e a dona caixa, nem falávamos, tamanha beleza. Foi então que decidimos pegar uma daquelas luzinhas pra levar pra lamparina pois se ela não brilhasse mais, iríamos ficar no escuro e com frio, tentamos, tentamos e não conseguíamos, toda vez que íamos pegar, as luzinhas espertas se apagavam. Só quando o sol começou a se espreguiçar pra mais um dia de trabalho é que conseguimos pegar uma daquelas luzinhas. Colocamos ela na caixa e corremos pra casa, quando chegamos, mostramos pra lamparina o que encontramos, ela ficou super feliz, mas algo de errado aconteceu, a luzinha começou a ficar cada vez mais fraca, foi então que a lamparina decidiu que devíamos soltar a luzinha, pois ela nos ensinou que o amor liberta. Quando ele foi solto os dois dançaram felizes e apaixonados, o vaga-lume viveu um grande caso de amor, dançando em volta de sua amada lamparina.

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