Trabalho, Trabalho, Trabalho
Dona Maricota sempre foi uma funcionária exemplar. Todos os dias ela chegava, se aprontava e começa seus trabalhos de rotina. Assim era o dia todo, sobe, desce, leva, traz, corta, guarda. Dona Maricota era sempre observada por seu chefe, que admirava seu trabalho e sua preocupação com todos os funcionários da empresa, ao passar por cada um deles, ela sempre olhava se este estava com equipamentos de segurança e se tinha alguma fofoca nova de algum funcionário. Certo dia ao chegar no seu trabalho, levou um grande susto ao ver que o prédio estava todo cheio de placas de madeira, ferramentas, máquinas, pessoas estranhas, pessoas diferentes. Dona Maricota prosseguiu seu caminho e ao abrir a porta do elevador ela quase morre de susto ao ver um soldado apontando um rifle na sua cabeça.
- Meu pai eterno. Exclamou dona Maricota, apavorada.
Mesmo assim ela resolveu continuar seu serviço. E assim ao longo do dia, cada vez que o elevador abria a porta era uma surpresa diferente. Carro de F1, piano, urso, trilhos de trem, cavalos, robôs e até alienígenas. Ao fim do dia, dona Maricota já havia se acostumado com tudo aquilo, foi quando uma voz doce e cheia de amor e ternura disse:
- Rodrigo, vem jantar.
- Já vou mãe. Respondeu o garoto.
Dona Maricota achou que o menino era o filho do dono da empresa. Maricota pegou o elevador e desceu após mais um dia de trabalho. No elevador ela escutou a mulher chamar a criança. Quando a porta se abriu ela viu o jovenzinho feliz olhando para cima e sorrindo para o prédio novo e muito maior. Pela última vez, agora mais brava, ouviu-se a voz chamar:
- Rodrigo vem jantar agora, sai dessa casa na árvore.
Dona Maricota riu e seguiu com sua folha para o formigueiro.
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